9.4.11

LER

Não leiais para refutar ou contradizer, para aceitar ou aquiescer, para perorar ou discursar, mas para ponderar e considerar.

Certos livros devem ser provados; outros engolidos; uns poucos mastigados e digeridos. Quer dizer: devemos ler certos livros apenas parceladamente; outros incuriosamente, e uns poucos da primeira à última página, com diligência e atenção.

Alguns livros podem mesmo ser lidos por terceiros, que nos farão deles um apanhado, mas isso somente no caso de assuntos desimportantes, e de livros medíocres, pois livros resumidos são como água destilada: insípidos.

O ler faz um homem completo, o conferir destro, o escrever exato. Bem por isso, se alguém escreve pouco, deve ter boa memória; se confere pouco, muita sagacidade; se lê pouco, muita manha para afetar saber o que não sabe. Francis Bacon.

3.4.11

O OITO / Katherine Neville

O Oito / Katherine Neville

Sinopse: Conta a lenda que os Mou­ros ofe­re­ce­ram a Car­los Magno um tabu­leiro de xadrez que con­ti­nha a chave para domi­nar o mundo. Sul de França, 1790. No auge da Revo­lu­ção Fran­cesa, o len­dá­rio tabu­leiro de xadrez de Car­los Magno, oculto há mais de um milé­nio nas pro­fun­de­zas da Aba­dia de Mont­glane, corre o risco de ser des­co­berto. As suas peças encer­ram um intri­cado enigma e quem o deci­frar terá acesso a uma antiga fór­mula alquí­mica que lhe con­ce­derá um poder ili­mi­tado. Para mantê-​las fora do alcance de mãos erra­das, as novi­ças Mireille e Valen­tine deve­rão espalhá-​las pelos qua­tro can­tos do mundo. Dois sécu­los depois, Cathe­rine Velis, uma jovem perita infor­má­tica, é envi­ada para a Argé­lia com o objec­tivo de desen­vol­ver um soft­ware para a OPEP. Nas vés­pe­ras da sua par­tida de Nova Ior­que, um nego­ci­ante de anti­gui­da­des faz-​lhe uma pro­posta mis­te­ri­osa: reu­nir as peças de um antigo xadrez. Cat vê-​se assim envol­vida na busca do len­dá­rio jogo de xadrez e torna-​se numa das peças desta par­tida mile­nar, jogada ao longo dos sécu­los por reis e artis­tas, polí­ti­cos e mate­má­ti­cos, músi­cos e filó­so­fos, liber­ti­nos e o pró­prio clero. Quem está de que lado? De quem será o pró­ximo lance? Pas­sado e pre­sente entrecruzam-​se magis­tral­mente neste thril­ler excep­ci­o­nal de uma autora de culto em todo o mundo, con­si­de­rada a grande pre­cur­sora dos roman­ces de Dan Brown.

Opinião Pessoal:

Duzentos anos separam duas histórias que estão de alguma forma ligadas. Com uma enorme mestria a autora deixa-nos “quase sempre” em suspense no final de cada capitulo cuja a acção começa no ano de 1790 na abadia de Montglane (França).

Em plena Revolução Francesa, a Abadessa de Montglane, reúne todas as freiras e noviças, para lhes revelar um segredo á muito escondido, o lendário Xadrez que aí está enterrado á mais de mil anos e que terá pertencido a Carlos Magno. A qualquer preço o xadrez terá de ser de novo escondido, antes que caia em mãos erradas, pois esconde um terrivél segredo e reza a lenda que quem consiga reunir todas as peças, conseguirá ter um poder infinito.

Em 1972 Catherine Velis uma jovem e brilhante informática é de certa forma castigada pelos seus superiores e informada que irá ser transferida para Argel. Uma estranha cartomante revela a Catherine que a sua vida corre serio perigo.

Este é apenas o início de um jogo do qual só poderá haver um vencedor e que transporta Catherine para uma aventura sem tempo nem idade.

Um romance histórico imperdivél, á muito desaparecido das nossas livrarias e que agora vê de novo a luz do dia.

Pura ficção que se mistura com personagens e factos reais, que de tão perfeitos conseguem “quase fazer-nos crer que a história é veridica.

Carlos Magno, o ainda jovem Napoleão Bonaparte, Catarina a Grande Czarina de todas as Rússias, Frederico da Prússia, Rousseau, William Blake, Newton, Fibonacci e a sua célebre fórmula, Voltaire, o pérfido e ambicioso primeiro-ministro e cardeal Richelieu, ou curiosamente o Coronel Kaddafi presidente da Líbia são personagens activos e de algum modo ligados aos protaganistas da história numa aventura emocionante, que recomendo vivamente para quem gosta do género Dan Brown (embora este fique muito…. muito mais á frente).

E o final? bem isso não posso contar… mas é espectacular (para quem já leu, sabe do que estou a falar) Mas porque é que eu não me lembrei daquilo! estava na cara.