13.5.06

FELICIDADE

Todas as profissões têm suas visões do que é felicidade. Monges budistas definem felicidade como a busca do desapego. Autores de livros de auto-ajuda dizem que é 'estar bem consigo mesmo', 'fazer o que se gosta' ou 'ter coragem de sonhar alto'. Mas a idéia é mais ou menos esta: todos nós temos desejos, ambições e desafios que podem ser definidos como o mundo que você quer abraçar. Ser rico, ser famoso, acabar com a miséria do mundo, casar com um príncipe encantado, jogar futebol e assim por diante. Até aí, tudo bem. Imagine seus desejos como uma bola inflável e que você está dentro dela. Você sempre poderá ser mais ou menos ambicioso, inflando ou desinflando esta bola enorme que será o seu mundo possível. É o mundo que você ainda não sabe dominar. Agora, imagine uma outra bola inflável dentro do seu mundo possível e, portanto bem menor, que representa a sua base. É o mundo que você já domina, que você maneja de olhos fechados, graças aos seus conhecimentos, sua experiência. Felicidade, então, seria a distância entre estas duas bolas, a bola que você pretende dominar e a bola que você domina. Se a distância entre estas duas bolas for grande, você ficará frustrado, ansioso, mal humorado e estressado. Se a distância for pequena, você ficará tranqüilo, calmo, mas logo entediado e sem espaço para crescer. Ser feliz é achar a distância certa entre o que se tem e o que se quer ter. Portanto, definia corretamente o tamanho do seu sonho, o tamanho da sua ambição. Esta história de que tudo é possível se você somente almejar alto é pura balela. Todos nós temos limitações e devemos sonhar de acordo com elas. O que não significa que você não possa superar suas limitações, estudando, tendo uma visão de mundo correta. Você tem também, que saber o seu nível de competências, sem arrogâncias e auto-enganos... E, encontrar o ponto de equilíbrio entre estes dois mundos. Escolha uma distância nem exagerada demais, nem tacanha demais. Se sua ambição não for acompanhada com a devida competência você se frustrará. Este é o erro dos idealistas! À medida que a distância entre seus sonhos e suas competências diminui pelo seu próprio sucesso, surge a frustração e não a felicidade. Quantos gerentes depois de promovidos sofrem da famosa "fossa do bem sucedido" tão conhecida por administradores de recursos humanos? Quantos executivos bem sucedidos são infelizes justamente porque "chegaram lá"? Pessoas pouco ambiciosas que procuram um emprego garantido logo ficam entediadas, estacionadas, frustradas, e não terão a prometida felicidade. Esta definição explica porque a felicidade é tão efêmera. Ela é um processo e não um lugar onde finalmente se faz nada. Fazer nada no paraíso não traz felicidade. Felicidade é uma desconfortável tensão entre suas ambições e competências. Seja ambicioso dentro dos limites, estude sempre, amplie seus sonhos quando puder, reduza suas ambições quando as circunstâncias exigirem. mantenha sempre uma meta a alcançar em todas as etapas da vida e você será muito feliz. Texto de Stephen Kanitz

MAMÃE, MÃE, MANHEEEEEEEEEEE........

Maio chegando, traz consigo a esperança de novos caminhos, de novas soluções e de tempos melhores. Claro, ele é o mês que se homenageia as mães. E por isso é fácil considerá-lo como o mês da esperança, pois não há quem mais a tenha do que uma MÃE. Ser Mãe, é um eterno exercício de respeito aos ciclos; o da fecundação, do crescimento, da independência. Sempre, cultivando-os com paciência, fé e esperança para que em cada fase tudo corra bem. Não se esquecendo, sem dúvida, da Imaginação. Como alguém já disse: "Filho não vem com manual". Então, muitas vezes, só apelando pra imaginação pra resolver situações inesperadas. Desde as cólicas dos primeiros meses, as crises da adolescencia, e as dúvidas da fase adulta.
Aí me pergunto, pra que Academia, Malhação, Caminhadas?? Todo esse exercício já deveria nos garantir um belo corpinho, não é mesmo???? Falando em Mãe e Imaginação, lembrei-me de um texto,que há muito tempo li, no qual a imaginação foi um bom ingrediente. MÃE ANO 3000
“Como um anjo da guarda cibernética ela espera sua criança cibernética. Ela chega. O ventre da mulher explode em estrelas cintilantes. A mãe é vibrátil, sonora, leve, bela e eterna. Não conhece a dor. Ela voa aonde quer com sua criança. Juntas compõem uma sinfonia metálica de brisas, ventos, nuvens e sol. Não há lonjuras que não vençam. Pois todas as lonjuras estão perto para quem voa. Vão visitar a casa paterna. A avó começa a tricotar nas mãos o sono da criança. Se for verão encontrarão abertas as janelas do infinito. Se for inverno e as nuvens tempestuosas lhes crivam as asas de branco, o avô acenderá a lua para aquecer as estrelas tardias. O seio cibernético é um filtro de luz e ali a criança pousa seus lábios para sugar mais amor. Um amanhã se faz, de repente, comovido. A bisavó estremece com suas rugas milenares, vincadas de estrelas matutinas e lembra-se daquela essência de que é alimento e raiz. O bisavô transcende o olhar na luz plena da origem do homem. Extinto, o de ontem. Liberto de ossos, sangue, músculos e sofrimentos, o de hoje, luz inicial agora. A mãe cibernética colhe um bique de estrelas para engrinaldar a fronte e o vestido. A criança sorri. Depois vão brincar de esconder acima do tempo e do espaço. Na idéia central e universal, mãe e filho se despedem em harmonia. São amigos de Deus. È hora de voltar para casa. Acenam para os amados e partem para sua dimensão. Rufla no ar o rumor das asas e da hélice. Como estrelas, fulgurantes. Acendem-se terrestres na noite. É hora de repousar. A mãe toca uma canção cibernética de acalantos. De sinos, vozes, saxofones, címbalos e violinos. Ela toda é uma orquestra universal. O filho com mãos pequenas afaga as asas e o sonho. Fica a esperar o pai que foi tecer uma galáxia ao anoitecer. Ele chega e traz um refresco de sono gelado. Feliz a criança repousa. Depois, a mãe cibernética se estende ao lado do menino e deixa uma luzinha guia dos seus cabelos acesa. Conta uma história. A história de muitos mil anos de solidão do Homem. De como foi vencida a dor, o mal e a morte. Adormecem. Amanhã voaram outra vez, reabastecidos de sono e luz. Por enquanto é noite ainda. Todas as galáxias e estrelas insones espreitam a mãe cibernética. A última invenção do homem, que antes de se destruir, criou a máquina-luz que imita a vida e o amor. A mãe cibernética é incansável ao velar o sono da criança. É incansável na vigília e na ternura. Antes de sonhar, relembra com gratidão os terrestres e chora uma lágrima de luz, mas sem sofrer. Mãe cibernética não sofre, não envelhece, não morre. A mãe, o homem e a criança ao encontro do alvorecer, esmaecem sua luz própria. Descansam suas engrenagens.” Autor: desconheço