24.6.11

O LEITOR / BERNHARD SCHLINK

..."Com bastante frequencia no decorrer da minha vida fiz o que não tinha decidido e deixei de fazer o que tinha decidido. algo, que nunca saberei, age; "algo" dirige-se à mulher que não quero mais ver, "algo" faz diante dos superiores a observação que me desgraça, "algo" volta a fumar, embora eu tivesse decidido abandonar o cigarro, e desiste de fumar depois que percebo que sou e permanecerei sendo um fumante. Não quero dizer que pensar e decidir não tenham nenhuma influência sobre a ação. Mas a ação não perfaz simplesmente o que foi pensado e decidido de antemão. Ela tem sua própria fonte e é da mesma maneira independente, como meu pensamento é meu pensamento, como minha decisão é minha decisão."
Na destroçada Alemanha do final da Segunda Guerra Mundial, o adolescente Michael Berg conhece Hanna, uma mulher vinte anos mais velha, com quem incia um caso amoroso marcado pela descoberta do sexo e da literatura. Quando a amante desaparece e de repente, o jovem passa a acreditar que jamais voltará a revê-la.
No entanto, anos depois os dois se reencontram. Ele, como estudante de direito envolvido em um caso de crimes de guerra. Ela, no banco dos réus, acusada de atrocidades em um campo de concentração nazista. Ao reviver as lembranças da mulher que amou e o desejo de justiça, Michael descobre que a antiga amante parece guardar um segredo que ela considera mais grave que homicídio.
O romance, sem dúvida é comovente, sugestivo e esperançoso. O filme, por sua vez, não o vi, mas as críticas e comentários lhes dão os méritos de uma excelente produção, tendo recebido várias premiações.

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